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FLI-BH terá novo cenário em sua segunda edição

A segunda edição do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI-BH, que será realizada entre os dias 14 e 17 de setembro, contará com um novo cenário: o Centro de Referência da Juventude (CRJ). O espaço se localiza na Praça da Estação e é considerado o primeiro aparelho público direcionado especificamente para o segmento jovem com espaços multiusos como arena, sala de artes, biblioteca e auditório.

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Desde junho de 2016, o CRJ abriga a Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, que conta com mais de 25 mil títulos disponíveis para a população. Nela, é possível agendar visitas guiadas, fazer empréstimos de livros e participar das atividades oferecidas como rodas de leitura, contações de histórias e lançamentos de livros. Criada em 1991, a Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte é referência no país no atendimento de crianças, jovens e suas famílias.

 Biblioteca Infantil e Juvenil de Belo Horizonte

Para a coordenadora de Bibliotecas e Promoção da Leitura, Fabíola Farias, que também é gestora das bibliotecas, a presença do festival no centro de referência valoriza as conquistas vindas com a ocupação do espaço. “Desde a mudança para a nova sede, temos notado uma ampliação e diversificação do público atendido pela biblioteca. Além de continuarmos atendendo ao público que frequentava a biblioteca no Santo Antônio, como crianças e adolescentes que visitavam com escolas ou famílias do entorno, também vieram novos frequentadores. Entre eles, comerciantes e trabalhadores que passam próximo do CRJ em função da localização central e do metrô, pessoas em situação de rua e moradores dos abrigos próximos” analisa.

 

Diálogo com o tema do Festival

A escolha do CRJ como palco para o festival deste ano dialoga com o tema da segunda edição do festival, Vozes de todos os cantos. “Ao mesmo tempo em que observamos esta ampliação de público, vimos um movimento de juventude muito grande. Principalmente desta produção e circulação literária que não é a institucional, como é o caso dos saraus, rodas de leituras, encontros de outras linguagens que estão em diálogo com literatura, como a música, com grupos do Hip Hop” destaca Fabíola Farias.

Neste sentido, a segunda edição do FLI-BH vem com uma proposta de realizar atividades que coloquem em debate aspectos centrais da produção independente, tais como suas formas de realização, circulação, acesso e publicação. Fabíola Farias relembra ainda que em todo o processo de elaboração do Plano Municipal de Leitura, Literatura, Livro e Biblioteca, que durou três anos, houve uma demanda muito grande dos movimentos literários, escritores e poetas independentes para que estas iniciativas fossem contempladas pelas políticas públicas do município.