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FLI-BH tem como tema “Vozes de todos os cantos”

2015_06_28- FliBH Mesa: Quixote além dos moinhos, com Ernani Ssó, Marina Colasanti e Cristina Agostinho. Local: Teatro Francisco Nunes Data: 28 de junho de 2015 Horário: 13h30 às 15h Detalhes: Ernani Ssó (Porto Alegre) É jornalista, pesquisador da cultura popular, tradutor e escritor. Publicou, dentre outros, Como o diabo gosta (Editora CosacNaify), Contos de morte morrida (com Marilda Castanha, Editora Companhia das Letrinhas), No escuro – sete histórias tenebrosas de bruxa (com Eloar Guazzelli, Editora Edelbra). Marina Colasanti (Rio de Janeiro) É escritora, ilustradora e tradutora. Publicou, dentre outros, Breve história de um pequeno amor (com Rebeca Luciani, Editora FTD), Como uma carta de amor (Editora Global), Contos de amor rasgados (Editora Record) e Como se fizesse um cavalo (Editora Pulo do Gato). Mediadora: Cristina Agostinho (Belo Horizonte) É escritora. Publicou, dentre outros, os livros Pai sem terno e gravata (Editora Moderna), Rapunzel e o Quibungo (com Ronaldo Simões Coelho e Walter Lara, Editora Mazza) e Luz Del Fuego, a bailarina do povo (Editora Best Seller).©Netun Lima/Divulgação

©Netun Lima/Divulgação

A segunda edição do FLI-BH realizado em parceria com a Primavera Literária, da Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) terá como tema Vozes de todos os cantos. Com curadoria de Francisco de Morais Mendes e Adriane Garcia, o tema propõe trazer à cena a diversidade que a literatura expressa reunindo grupos que movimentam a cena literária na cidade e em diferentes partes do mundo. “Às vozes do texto literário somam-se as vozes das ruas, dos saraus, da academia e a voz do público leitor. A ideia é romper com as divisões entre centro e periferia, entre guetos, grupos e classes sociais, entre o tradicional e o novo, e nos apossarmos da força que vem de diferentes territórios, com a variedade de culturas, de gêneros, de opções de expressão” destaca a curadoria.

Vozes de todos os cantos tematiza o empenho de fazer falar o que está nos recantos da nossa cidade, do país e de outros lugares. Vozes que, pela escrita e pelo canto, imprimem seu timbre nos mais diversos materiais, dos livros aos muros, e anunciam, ao mesmo tempo, formas de transformação e de resistência cultural. Para isso, a programação contará com a presença de nomes e grupos que movimentam a literatura na Região Metropolitana de Belo Horizonte, como a poeta e educadora social Nívea Sabino, que usa a poesia como modo de resistência ao racismo, lesbofobia e sexismo; o escritor Rogério Coelho, que desenvolve há mais de oito anos o projeto Coletivoz, propondo encontros literários por meio de oficinas, saraus, batalhas de rima e poesia; Camila Félix e Vito Julião, integrantes do Circuito Metropolitano de Saraus, coletivo composto pelos saraus de BH e região que pretende promover os encontros de poesia e a circulação de pessoas por esses espaços na cidade. O FLI-BH também trará grandes nomes da literatura internacional, como a americana campeã mundial de Slam, Porsha Olayiwola, o escritor congolês refugiado no Brasil, Félix Kaputu; e da literatura nacional, como as escritoras Conceição Evaristo e Eliane Potiguara. A lista completa de convidados que já foram confirmados pode ser vista aqui.

Para a diretora regional da Liga Brasileira de Editora, Juliana Flores, que realiza a Primavera Literária, a realização da terceira edição do evento junto ao FLI- BH consolida uma parceria que deu certo. “A nossa ideia é que a gente consiga representar a bibliodiversidade brasileira, e o tema deste ano faz um diálogo com a luta da LIBRE que é mostrar a voz de todos os cantos da literatura para os leitores fortalecendo as editoras independentes” afirmou Flores.

A segunda edição do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI-BH é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e acontecerá entre os dias 14 e 17 de setembro, no Centro de Referência da Juventude (CRJ).